Um país inicia verdadeiramente o seu desenvolvimento quando,
ao analisar os seus problemas, avalia os métodos até então
empregados para solucioná-los e, à luz de princípios modernos
e atualizados, tenta equacionar novas soluções.
A
Universidade de Brasília surgiu no cenário cultural e científico
da vida brasileira, dentro desse espírito de crítica, propondo-se
reformular o academicismo dominante nas instituições congêneres.
Para tanto lhe foi dada estrutura flexível, compatível com a
sua permanente adequação aos problemas nacionais.
Concomitantemente,
vem a Medicina moderna atravessando vertiginosa transformação,
que se reflete na total reformulação dos conceitos de prestação
de serviços para manutenção e restauração da saúde; torna-se,
pois, necessária uma revisão da própria formação profissional
e reestruração das instituições que a ela se dedicam . Assim,
será da maior importância, nessa etapa do desenvolvimento, a
conciliação dos ideais de uma reforma universitária, com a implantação
de toda uma metodologia educacional que evolui em função de
uma contínua adequação aos próprios objetivos da medicina.
Nesse
particular, encontra-se na Universidade de Brasília a constituição
ideal, nos termos da própria lei que a criou (Lei nº 3.998,
de 15 de dezembro de 1961):
"Art.
14 Na organização de seu regime didático,
inclusive do currículo de seus cursos, a Universidade
de Brasília não estará adstrita às exigências da legislação
geral do ensino superior."
O
que, em outras palavras, implica na sua liberação de todo o
emaranhado de leis que caracteriza o sistema educacional brasileiro,
permitindo manter a liberdade e a objetividade da experiência
pedagógica, ao mesmo tempo que se leva à cabo novas investigações
institucionais.
A
Faculdade de Ciências Médicas, prevista no art. 11 dos Estatutos
da Universidade de Brasília, teve sua implantação iniciada pelo
Ato da Reitoria nº 04/66, que designou o Prof. Edgard Barroso
do Amaral como seu primeiro Coordenador.
Através
do Dr. Ernani Braga, Diretor Executivo da Federação Pan-Americana
de Associações de Faculdades (Escolas) de Medicina (FEPAFEM),
foram convidados os Drs. José Roberto de Araújo Ferreira, então
Diretor executivo da Associação Brasileira de Escolas Médicas
(ABEM), e Luiz Carlos Galvão Lobo, professor da Faculdade de
Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para participarem
de um Grupo de Trabalho que deveria organizar a nova Faculdade.
Posteriormente,
esse Grupo de Trabalho foi ampliado pelo Ato da reitoria nº
93/66 e, nos dias 19 e 20 de março de 1966, em reuniões oficiais
presididas pelo professor Edgard Barroso do Amaral, redigiu
um documento estipulando as condições mínimas necessárias à
organização e funcionamento da Faculdade de Ciências Médicas.
Participaram
dessas reuniões os professores Barroso do Amaral, Luiz Carlos
Galvão Lobo, José Roberto Ferreira, Francisco Pinheiro Rocha,
então Secretário de Saúde e Presidente da Fundação Hospitalar
do Distrito Federal, Walter Sidney Leser, professor de Medicina
Preventiva da Escola Paulista de Medicina, Octávio Della Serra
e Isaias Raw, professores da Universidade de São Paulo.
Objetivando
o desenvolvimento da filosofia educacional a ser adotada, os
professores Barroso do Amaral, José Roberto Ferreira e Luiz
Carlos Galvão Lobo constituíram um Grupo de Estudos em Educação
Médica, reunindo maior número de Especialistas e Educadores,
que discutiu o deliamento de novo modelo educacional.
Reuniões
realizadas com freqüência quase semanal permitiram a estruturação
de um currículo e a esquematização de um sistema educacional,
iniciando, assim, a implantação efetiva do curso de Medicina
da Universidade de Brasília.
Participaram
de uma ou mais reuniões os seguintes professores: Agnelo Alberto
Braune Collet, Dejano Tavares Sobral, Doris Rosenthal, Affonso
Renato Meira, Aloysio Amâncio, Gilberto Lemos Santa Rosa, Bruno
Alípio Lobo, Eduardo Oswaldo Cruz, Octávio Della Serra, Roberto
Azevedo, Antônio Paes de Carvalho, José Duarte de Araújo, Alvaro
Rabello, Armênio Costa Guimarães e Danilo Perestrelo.
Coube
ao prof. Luiz Carlos Galvão Lobo a organização dos cursos integrados,
de acordo com o sistema de ensino adotado, instalando-se os
seis primeiros laboratórios multidisciplinares em área cedida
pela Reitoria da Universidade de Brasília, no prédio do Instituto
Central de Ciências.
Adquiriu-se
em tempo oportuno todo o equipamento necessário, de modo que
a 8 de agosto de 1966 iniciaram-se as aulas para 78 alunos,
já preparados em cursos básicos ministrados nos institutos centrais
da Universidade de Brasília.
Em
menos de cinco meses estruturou-se o curso médico, delineando-se
o currículo do seu ciclo de formação profissional básica, construíram-se
e equiparam-se laboratórios, contrataram-se os primeiros professores
e iniciou-se o curso. A existência de alunos que, tendo terminado
os seus cursos básicos nos institutos centrais, aguardavam apenas
o funcionamento da Faculdade de Ciências Médicas, explica a
rapidez de todas essas etapas.
Em
24 de outubro de 1966, pediu demissão da Coordenação da Faculdade,
por motivo de saúde, o professor Edgard Barroso do Amaral, tendo
sido o mesmo substituído por motivo de saúde, o professor Luiz
Carlos Galvão Lobo, através do Ato da Reitoria nº 513, de 1966.
Por
um convênio assinado entre a Fundação Hospitalar do Distrito
Federal e a Universidade de Brasília, em dezembro de 1966, foi
cedido à Faculdade de Ciências Médicas, pelo período de dez
anos, o Hospital de Sobradinho, que passou a integrar o Centro
Hospitalar Universitário, com o nome de Unidade Integrada de
Saúde de Sobradinho (U.I.S.S.). Tal unidade a responsabilidade
pela prestação de serviços de saúde à população de Sobradinho
e área rural correspondente.
No
dia 15 de maio de 1967 iniciou o seu funcionamento parcial,
com a utilização de quinze consultórios e o funcionamento dos
laboratórios de Patologia Clínica e Morfológica e Gabinete de
Radiologia.
As
primeiras enfermarias e demais dependências do hospital foram
implantadas em 10 de julho de 1967.
Passou
a U.I.S.S. a atuar, assim, de modo a satisfazer as necessidades
de atendimento do setor saúde da população de Sobradinho.
Desse
modo, em apenas um ano o Hospital de Sobradinho foi equipado
e estruturado, e teve suas atividades de assistência e educação
médica iniciadas.
Os
primeiros alunos do ciclo clínico ingressaram na Unidade Integrada
de Saúde de Sobradinho no dia 15 de janeiro de 1968.
INTRODUÇÃO
MEDICINA
É
o setor das Ciências Biológicas que estuda a distribuição e
os fatores determinantes das condições de saúde e doença no
indivíduo ou na população, visando à promoção e a proteção à
saúde, `a prevenção e ao tratamento das doenças e à reabilitação
física, psicológica e social do ser humano.
Compreende
dois aspectos:
Descritivo:
Responsável pelo estudo da distribuição e a descrição dos
eventos fisiológicos ou patológicos que ocorrem no indivíduo
ou na população. Corresponde, pois, ao exame do indivíduo, através
de interrogatório e exame semiológico, ou da população, visando
agrupar informações e procurando identificar o fenômeno biológico
em termos coletivos;
Analítico:
Responsável pela avaliação das informações obtidas, de modo
a propiciar um melhor conhecimento do fenômeno biológico e um
diagnóstico do problema apresentado pelo indivíduo ou população.
O conhecimento global do fenômeno mórbido permitirá, então,
determinar pontos em que o profissional de saúde poderá atuar,
seja para manter o equilíbrio indivíduo-ambiente, através de
medidas gerais de promoção de saúde ou de proteção específica,
seja para impedir a evolução do processo, através do diagnóstico
precoce e do tratamento eficaz, ou, ainda, para reabilitar o
ser humano e reintegrá-lo na sociedade.
Aceitando-se
tais idéias como premissas básicas da Faculdade de Ciências
Médica, procurou-se delinear, desde logo, uma política educacional
e um currículo que permitissem formar um profissional de saúde
apto a compreender a Medicina no seu sentido amplo e a desenvolver
um trabalho de equipe visando ao atendimento não só do indivíduo,
mas também da família e da própria comunidade.
Neste
sentido a educação médica deve ser encarada como um processo
integrado de ensino e aprendizado visando a proporcionar os
instrumentos intelectuais, a disciplina científica e a estrutura
criadora necessárias à formação dos recursos humanos no setor
saúde.
Dentro
desses princípios e de acordo com o Plano Diretor da Universidade
de Brasília, a Faculdade de Ciências Médicas deverá organizar,
de maneira integrada, os diversos cursos do setor saúde, seja
de nível profissional (Medicina, Odontologia, Enfermagem, Engenharia
Sanitária), seja de nível auxiliar e técnico (auxiliar e técnico
de enfermagem, técnico de laboratório, de radiologia, de saneamento,
ortopedia, etc.).
O
planejamento inicial da Faculdade de Ciências Médicas previu
a implantação do curso Médico em 1966 e dos cursos de Odontologia
e Enfermagem em 1970. Nesse ano previu-se também, o início dos
cursos de formação de pessoal auxiliar e técnico, necessários
ao desenvolvimento dos trabalhos do setor saúde.
A
integração da Faculdade de Ciências Médicas com as demais unidades
da Universidade de Brasília foi prevista e deverá ser sempre
estimulada.
Assim,
os trabalhos atualmente desenvolvidos conjuntamente como Instituto
Central de Biologia, Instituto Central de Psicologia, Faculdade
de Tecnologia e Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências
Humanas deverão ser continuados e ampliados. Deve-se-á prever,
igualmente, o início de uma colaboração efetiva com os Departamentos
de Economia e Administração, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
Faculdade de Educação e Faculdade de Comunicações, de modo a
ensejar não só a melhor formação do aluno e um estudo mais aprofundado
e completo da realidade sanitária da região, como também alcançar
a desejada integração universitária e a utilização plena dos
recursos da Universidade no estudo dos problemas do País.
CURSO
MÉDICO
- OBJETIVOS
O
objetivo principal da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade
de Brasília é formar profissionais capazes de desempenhar um
amplo papel na prestação de serviços em prol da saúde de uma
comunidade.
Pretende,
pois, formar dentro de critério o mais indiferenciado, um Médico
apto a compreender os múltiplos fatores que alteram o equilíbrio
indivíduo-ambiente, produzindo os processos mórbidos, que encare
a saúde no seu sentido mais amplo e que esteja, assim, capacitado
a promover, manter e restaurar a saúde não só do indivíduo,
mas também da família e da própria comunidade.
Para
atingir tais objetivos formulou-se uma política educacional
visando a uma participação coordenada, harmônica e integrada
dos membros do Corpo-Docente, em equipes didáticas multidiciplinares,
de forma a que o interesse geral do ensino da ciência médica
e o desenvolvimento no aluno das atitudes necessárias ao futuro
Médico predominassem sobre todo o interesse particupar de uma
disciplina ou especialidade.
Por
outro lado, o desenvolvimento de todo o currículo em programas
multidisciplinares, não dependentes de estruturas departamentais
rígidas, permite a manutenção da flexibilidade necessária a
assegurar a contínua adaptação do processo educativo à evolução
do conhecimento científico.
A
participação de todos os membros do corpo docente em programas
integrados visa, outrossim, a permitir o desenvolvimento equilibrado
das atividades fundamentais da Faculdade de Ciências Médicas:
Educação, Pesquisa e Assistência.
Aceitando-se
como válida a idéia de que todo processo educacional reflete-se
necessariamente em mudanças de comportamento que podem ser avaliadas
e medidas, dever-se-á estabelecer para cada programa didático
componente do Curso de Medicina os seus objetivos, de modo a
possibilitar uma avaliação dos resultados obtidos.
Os
objetivos educacionais do Curso de Medicina da Faculdade de
Ciências Médicas Universidade de Brasília são os seguintes:
- Transmitir
os conhecimentos relativos às condições de saúde, conceituada
como um estado de adaptação adequada entre o ser humano e
o seu ambiente, e de doença, caracterizada como um estado
de desequilíbrio entre o indivíduo e o meio, assim como das
medidas necessárias à promoção e proteção da saúde, e tratamento
das doenças;
- Permitir
a formação no aluno de uma mentalidade científica, através
de um aprendizado ativo e de um balanceamento adequado do
ensino expositivo e experimental, de modo a ensejar o desenvolvimento
das diferentes etapas do processo intelectual;
- Desenvolver,
através de programas integrados de saúde, novas atitudes e
valores em relação à Medicina, enfatizando: saúde e não apenas
doença; ação na comunidade e não apenas trabalho hospitalar;
trabalho de grupo e não somente individual; abordagem multidisciplinar
e não somente médica;
- Adestramento
em técnicas de laboratório e de experimentação animal; desenvolvimento
da habilidade necessária ao desempenho de atividades clínicas
e cirúrgicas: familiarização com as manobras de doentes e
da rotina hospitalar e dispensarial.
POLÍTICA
EDUCACIONAL
Para
atingir os fins colimados pela Faculdade de Ciências Médicas,
cinco condições básicas foram estabelecidas para o seu Curso
Médico:
- Aprendizado
das disciplinas fundamentais em cursos gerais organizados
nos Institutos Centrais da Universidade;
- Ensino
profissional básico integrado, com predomínio acentuado de
trabalho práticos, de modo a desenvolver no aluno, mediante
a atividade criadora e a análise crítica dos resultados experimentalmente
obtidos a formação da mentalidade ou atitude que caracteriza
a investigação científica. Além de permitir o aprendizado
da matéria médica, o curso básico dá ênfase ao estudo dos
conceitos fundamentais envolvidos nos processos vitais, permitindo
uma experiência que, sendo agradável e satisfatória, enseja
um interesse continuado do aluno e, pois, um acompanhamento
da evolução do conhecimento científico;
- Treinamento
em uma Unidade Integrada de Saúde que, além de permitir uma
visão global do problema saúde, desenvolve o conhecimento
necessário ao desempenho das tarefas de promoção de saúde
e prevenção de doenças, dando ênfase ao valor do trabalho
em equipe, a importância do uso de pessoal auxiliar e a necessidade
de se atender não só ao indivíduo, mas também à família e
à comunidade;
- Estágio
de treinamento em serviços nas áreas médicas fundamentais,
desenvolvido em hospital operado pela Faculdade de Ciências
Médicas ou em hospital por ela credenciado, visando à aplicação
e à complementação dos conhecimentos adquiridos pelos alunos
no período de formação profissional;
- Treinamento
especializado em hospital situado próximo aos laboratórios
de pesquisa da Faculdade, de modo a ensejar as condições necessárias
à organização de cursos de especialização e ao Desenvolvimento
de pesquisas nos diversos setores da Medicina.
Configuram-se,
assim, cinco ciclos na formação do Médico:
Ciclo Pré-Profissional
Ciclo de Formação Profissional Básica
Ciclo de Formação Clínica
Ciclo de Aplicação ou Internato
Ciclo de Pós-Graduação
O
ensino de cada ciclo desenvolve-se sob a orientação de um Supervisor
de Ciclo, correspondendo a cada programa didático um Coordenador
responsável pela execução do programa, delineado de acordo com
as normas estabelecidas pela respectiva Comissão de Educação.
A
reunião de Supervisor de um ciclo educacional e dos respectivos
coordenadores de programas constitui uma Comissão de Educação
de Ciclo. A Congregação de Carreira Médica, responsável pela
organização da política geral de educação médica, é, por sua
vez, constituída pelos supervisores de ciclo, decano de cursos
e chefes de departamentos da Universidade, que intervêm no ensino
da Medicina.
- ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
CICLO
PRÉ-PROFISSIONAL
O
candidato à Universidade de Brasília opta, ao se inscrever no
exame de ingresso à Universidade, por uma entre as cinco seguintes
áreas gerais de conhecimento: Ciências Biológicas, Ciências
Exatas, Ciências Humanas, Letras e Artes. Ao optar pelo setor
Biologia, deverá, ainda, indicar a área profissional que gostaria
de seguir posteriormente, dentre as oferecidas pelos setores:
Psicologia, Biologia, Ciências Agrárias, Medicina e, no futuro,
Odontologia, Enfermagem e Veterinária. Essa Segunda opção deverá
ser feita até que as diversas carreiras profissionais do setor
Biologia ofereçam igual atrativo aos egressos do curso secundário,
diminuindo a concentração de interesse verificado em relação
à Medicina e permitindo uma melhor distribuição de alunos pelas
diversas carreiras oferecidas.
Ingressando
na Universidade, o aluno deverá matricular-se em pelo menos
três das diversas disciplinas oferecidas semestralmente pelo
Instituto Central de Biologia, e pelo menos uma disciplina organizada
em outro Instituto Central da Universidade. Conhecendo os créditos
considerados pré-requisitos para matrícula no curso médico,
será fácil ao aluno a organização do seu ciclo pré-profissional,
na dependência de sua disponibilidade de tempo.
Os
cursos considerados pré-requisitos para a carreira médica são
os seguintes:
- Bioestatística
- Biologia
Celular e Tecidual
- Biologia
Molecular
- Genética
Geral
- Embriologia
Geral Humana
- Bioquímica
Geral e Metabolismo Intermediário
- Biofísica
Geral
- Introdução
à Antropologia Cultural
- Introdução
à Psicologia Social
- Imunologia
Geral
- Parasitologia
e Zoologia Médica
- Microbiologia
Geral
- Introdução
à Anatomia Humana
- CICLO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL BÁSICA
O
Ciclo de Formação Profissional Básica desenvolve-se com
predomínio acentuado de atividades essencialmente práticas,
incluindo um curso inicial sobre Mecanismo de Agressão
e Defesa em que, através de modelos experimentais, são
exemplificados os diversos processos envolvidos no fenômeno
mórbido e, a seguir, cursos em que, de maneira integrada,
são abordados todos os aspectos morfológicos, funcionais
e os principais processos patológicos dos diversos sistemas
orgânicos. O estudo integrado da função normal de um sistema
e das alterações decorrentes de condições patológicas
possibilita uma melhor integração entre as ciências fundamentais
e clínicas, aumenta a motivação dos alunos, que compreendem
a imediata aplicação dos tópicos básicos à Medicina Clínica,
e permite um encurtamento do tempo total necessário ao
aprendizado. Além de enforcar os aspectos de cada sistema
que interessam ao estudo do indivíduo, ressalta-se também
as implicações de ordem coletiva. Assim, por exemplo,
concomitantemente com o estudo do Comportamento, discute-se
os tópicos fundamentais referentes à saúde mental de uma
comunidade.
Os
cursos integrados que se desenvolvem nesse ciclo são os
seguintes:
- Mecanismos
de Agressão e Defesa
- Patologia
I (Patologia Geral)
- Microbiologia
e Virologia
- Parasitologia
e Micologia
- Imunologia
Médica I
- Saneamento
Básico
- Farmacologia
I (Ação de Drogas)
- Ecologia
- Nutrição
I (Efeitos de Desnutrição)
- Biofísica
I (Radiobiologia)
- Embriologia
I (Ação Teratogênica de Drogas)
- Epidemiologia
I
3.2.2
Sistema Nervoso
- Anatomia
Humana II ( Neuro-Anatomia)
- Histologia
Humana I (Neuro-Histologia)
- Embriologia
II
- Bioquímica
II
- Biofísica
II (Bioletrogênese, Condução Nervosa)
- Comportamento
e Saúde Mental
- Fisiologia
Humana I ( Neurofisiologia)
- Farmacologia
II (Neurofarmacologia)
- Patologia
II (Neuropatologia)
- Introdução
à Medicina Clínica I (Neurologia, Psiquiatria)
- Radiologia
I
- Epidemiologia
II
3.2.3
Sistema Locomotor
- Anatomia
Humana III (Osteologia, Miologia, Artrologia)
- Histologia
Humana II
- Embriologia
III
- Bioquímica
III (Contração Muscular)
- Fisiologia
Humana II (Biodinâmica)
- Patologia
III (Patologia do Sistema Ósteo-Artro-Mioligamentar)
- Farmacologia
III
- Introdução
à Medicina Clínica II (Reumatologia e Ortopedia)
- Fisioterapia
- Radiologia
II
- Epidemiologia
III
3.2.4
Sistema Hematopoético
- Histologia
Humana III
- Embriologia
IV
- Fisiologia
Humana III
- Bioquímica
IV
- Patologia
IV
- Farmacologia
IV
- Imunologia
Médica II (Imuno-Hematologia)
- Introdução
à clínica III (Hematologia)
- Nutrição
II
- Radiologia
III
- Epidemiologia
IV
3.2.5
Sistema Cardiovascular
- Anatomia
IV ( Coração e Vasos)
- Histologia
V
- Embriologia
V
- Fisiologia
IV
- Bioquímica
V
- Patologia
V
- Farmacologia
V
- Biofísica
III (Hemodinâmica, Eletrofisiologia Cardíaca)
- Nutrição
III
- Introdução
à Clínica IV (Cardiologia, Angiologia)
- Radiologia
IV
- Epidemiologia
V
3.2.6
Sistema Respiratório
- Anatomia
V ( Pulmão e Vias Aéreas)
- Histologia
V
- Embriologia
VI
- Fisiologia
V
- Biofísica
IV (Trocas gasosas)
- Patologia
VI
- Farmacologia
VI
- Introdução
à Clínica V (Pneumologia, Tuberculose)
- Radiologia
V
- Epidemiologia
VI
3.2.7
Sistema Urinário
3.2.7.1
Anatomia VI (Rins e Vias Urinárias)
3.2.7.2 Histologia VI
3.2.7.3 Embriologia VII
3.2.7.4 Fisiologia VI
- Bioquímica
VI
- Patologia
VII
- Biofísica
V (Biofísica da Função Renal)
- Farmacologia
VII
- Introdução
à Clínica VI (Neurologia e Urologia)
- Radiologia
VI
- Epidemiologia
VII
3.2.8
Sistema Gastritestinal
3.2.8.1
Anatomia VII
- Histologia
VII
- Embriologia
VIII
- Fisiologia
VII
- Bioquímica
VII (Digestão, Absorção e Metabolismo)
- Patologia
VIII
- Farmacologia
VIII
- Nutrição
IV
- Introdução
à Clínica VII (Gastroenterologia, Proctologia)
- Radiologia
VII
- Epidemiologia
VIII
3.2.9
Sistema Endócrino e Reprodutor
- Anatomia
VIII
- Histologia
VII
- Embriologia
IX
- Fisiologia
VIII
- Bioquímica
VIII
- Patologia
IX
- Farmacologia
IX
- Nutrição
V
- Introdução
à Clínica VIII (Endocrinologia, Obstetrícia e Ginecologia)
- Biologia
da Reprodução
- Radiologia
VIII
- Epidemiologia
IX
3
CICLO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL CLÍNICA
O
Ciclo de Formação Profissional Clínica corresponde a processo
educacional de treinamento em serviço, desenvolvendo-se em ambiente
hospitalar e centro de saúde e nos próprios núcleos habitacionais
e domicílios, visando a uma prestação integral de serviços médicos
a uma população, e à adoção por parte do aluno, de um sentido
de responsabilidade crescente no trato com os problemas de saúde
de uma comunidade.
O
objetivo do programa de ensino não é demonstrar o máximo
de eficiência e sofisticação de um serviço de saúde,
mas sim treinar o futuro Médico para ser o mais eficiente
possível em face às diversas condições dos serviços
existentes e à situação sanitária do País.
A
orientação doutrinária é limitada nesse período àquela incluída
nos seminários gerais de discussão de casos, sessões clínicas,
anátomo-clínicas e seminários de complementação e de revisão
fisiológica.
Após
um curso de Introdução à Medicina de Comunidade, em que são
abordados, em seminários e trabalhos práticos, tópicos de Epidemiologia,
Demografia, Saneamento Básico, Bioestatística, Estatística Vital
e Hospitalar, Nutrição Aplicada, Planejamento e Administração
de Saúde, segue-se um programa de Introdução à Medicina Integral,
que visa a desenvolver no aluno uma atitude adequada de relacionamento
com os doentes, com a família e a própria comunidade. Trabalhando
em ambulatórios de hospitais e de centros de saúde dispersos
na comunidade (urbanos e rurais), o aluno compreenderá como
a Agência de Saúde pode prestar uma assistência global à comunidade,
a importância do trabalho em equipe e do uso de pessoal auxiliar
e, finalmente, a necessidade da abordagem multidisciplinar (Médicos,
Enfermeiras, Engenheiros, Cientistas Sociais, Agrônomos, Dentistas,
etc.) na solução dos problemas do setor saúde.
O
curso de Medicina Integral de Adultos, que se segue, desenvolve-se
em duas etapas. A primeira fase tem como objetivo básico o adestramento
do estudante no manuseio clínico de um paciente, desenvolvendo-se
em ambulatório (incluindo-se setor de urgência), enfermaria
e comunidade (visitação domiciliar). Na Segunda etapa estuda-se
a patologia própria de cada sistema orgânico. Um ensino integrado
dos aspectos clínicos e cirúrgicos, além dos estágios de treinamento
nos diversos setores de diagnóstico complementar, permite desenvolver
um estudo global do paciente.
O
aluno terá, em seguida, um curso de Assistência Materno-Infantil,
em que se procurará mostrar a importância da integração Obstetrícia-Pediatria
num programa comum, que se desenvolverá nos setores de pré-natal,
perinatal, (sala de parto, berçário e puerpério) e pós-natal
(crescimento e desenvolvimento e revisão obstétrica) para melhor
assistir à gestante e seu filho.
Um
programa de Medicina Integral de Crianças, desenvolvido em ambulatórios
(incluindo o setor de urgência), enfermaria e através de visitação
domiciliar, tem a finalidade de desenvolver no aluno a atitude
necessária a um bom relacionamento com a criança e seus familiares,
e dar ao estudante, trabalhando em regime de tempo integral,
oportunidade de adquirir conhecimentos sobre as peculiaridades
de propedêutica e terapêutica infantis nos diferentes períodos
etários abrangidos pela Pediatria. A orientação doutrinária
restringe-se também a seminários sobre Etiopatogenia, Semiologia,
Patologia, Profilaxia e Terapêutica de condições mórbidas da
infância.
3.3.1
Introdução à Medicina de Comunidade
- Epidemiologia
- Demografia
- Bioestatística,
Estatística Vital e Hospitar
- Saneamento
- Nutrição
Aplicada
- Planejamento
e Administração de Saúde
- Deontologia
Médica
- Introdução
à Medicina Integral I
- Medicina
Integral de Adultos I
- Medicina
Integral de Adultos II
- Neurologia
- Psiquiatria
- Ortopedia
e Reumatologia
- Dermatologia
e Lepra
- Hematologia
- Cardiologia
- Pneumologia
e Tuberculose
- Uronefrologia
- Gastroenterologia
- Endocrinologia
- Oftalmologia
- Otorrinolaringologia
3.3.5
Assistência Materno-Infantil
- Pré-natal
- Obstetrícia
- Pediatria
Neonatal
- Crescimento
e Desenvolvimento
3.3.6
Medicina Integral de Crianças
3.4
CICLO DE APLICAÇÃO OU INTERNATO
O
ciclo de Aplicação ou Internato visa a complementar a formação
profissional médica obtida nos ciclos de formação básica e clínica,
permitindo a realização de estágio de treinamento em serviços
nas áreas médicas fundamentais.
O
Internato poderá desenvolver-se em hospital operado pela Faculdade
de Ciências Médicas da Universidade de Brasília ou em hospital
por ela credenciado, de acordo com normas estipuladas.
O
aluno deverá realizar no período de 1 ano o estágio rotatório
nos seguintes setores: Clínica Médica, Cirurgia, Obstetrícia
e Pediatria.
Além
de complementar os conhecimentos e a compreensão dos problemas
relativos à promoção, proteção e recuperação da saúde, o Internato
deverá continuar a proporcionar não só a formação científica
dos alunos, mas também uma atitude adequada de relacionamento
com os doentes e seus familiares, ressaltando a importância
dos fatores do meio físico, biológico e sócio-cultural no desenvolvimento
de condições patológicas ao homem e de medidas preventivas,
nos seus diferentes níveis, na solução dos problemas de saúde
de uma comunidade. O trabalho em equipe e a necessidade de abordagem
multidisciplinar dos problemas sanitários deverão ser também
enfatizados. Continua-se, outrossim, o adestramento em técnicas
propedêuticas, laboratoriais e cirúrgicas necessárias ao bom
desempenho da ação médica. O estágio em Medicina Interna deverá
proporcionar, além do treinamento em serviço, a abordagem de
temas de integração entre os diversos sistemas orgânicos, e
respectiva abordagem terapêutica, e tópicos de Medicina Legal
e Deontologia Médica.
Durante
o período de treinamento em Cirurgia continuar-se-á o adestramento
básico iniciado no ciclo de formação clínica através de atividades
práticas supervisionadas de atendimento ambulatorial, curativos
e pequena cirurgia, atuação cirúrgica com responsabilidade progressiva,
atendimento no setor de urgência e acompanhamento de casos na
Enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva. Serão também desenvolvidos
temas relacionados à Anestesiologia e manejo clínico do paciente
cirúrgico, de acordo com a patologia dos casos internados.
Uma
vez que no ciclo de formação clínica os alunos desenvolvem nos
cursos de Medicina Integral da Criança, Assistência Materno-Infantil
e Crescimento e Desenvolvimento os tópicos atinentes a todos
os períodos de Desenvolvimento da criança e do adolescente,
com a conceituação da normalidade, seus desvios e correções,
no Internato dar-se-á ênfase aos aspectos de Pediatria Social,
além do treinamento em serviço e discussão da patologia dos
casos examinados em ambulatórios, incluindo setor de urgência,
enfermarias e comunidade.
O
estágio em Obstetrícia e Ginecologia deverá dar ênfase aos aspectos
cirúrgicos da especialidade e à discussão de problemas de Obstetrícia
Social, além do atendimento nos ambulatórios de pré-natal, revisão
obstétrica e ginecológica, atendimento de pacientes no centro
cirúrgico e obstétrico e acompanhamento de casos nas enfermarias.
Os
seguintes cursos são, pois, ministrados:
- Medicina
Interna
- Cirurgia
Geral
- Pediatria
- Obstetrícia
3.5
CICLO DE PÓS-GRADUAÇÃO
A
programação de cursos de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências
Médicas da Universidade de Brasília prevê cursos de: Aperfeiçoamento,
Especialização, Mestrado e Doutorado.
3.5.1
Cursos de Aperfeiçoamento
Admiti-se
que o Aperfeiçoamento corresponde a um curso de complementação
da formação profissional, desenvolvido em hospital operado pela
Faculdade ou em serviços hospitalar por ela credenciado, através
de estágio em regime de residência.
Duas
linhas gerais de treinamento foram programadas: Medicina e Patologia.
O
programa de Medicina compreende os seguintes cursos: Medicina
interna, Cirurgia Geral, Pediatria, Obstetrícia-Ginecologia.
O
programa Patologia corresponde a uma programação integrada dos
diversos setores da Patologia Morfológica e Clínica.
Em
seu primeiro ano, tais programas terão como característica principal
o treinamento em serviço no Centro Hospitalar da Universidade
de Brasília, ou serviços hospitalares credenciados, sob supervisão
direta e contínua, na proporção de um professor para cada quatro
residentes.
A
meta dos programas delineados é a formação integral do Médico
residente, complementando o aprendizado por ele obtido nos cursos
de graduação. Ênfase é, pois, dada ao diagnóstico, manuseio
e tratamento das doenças de maior prevalência na região e no
País, discutindo-se sempre não só os seus aspectos clínicos,
laboratoriais e anátomo-patológicos, como também aqueles referentes
aos aspectos de Medicina Coletiva.
Cursos
de complementação científica são programados no segundo ano
de estágio, além daqueles que ressaltem os problemas de alguns
setores gerais: Nutrição, Epidemiologia, Demografia, Bioestatística
etc.
3.5.2
Cursos de Especialização
Levando-se
em conta o fato de que os alunos da Faculdade de Ciências Médicas
realizam obrigatoriamente um internato rotatório em seu último
ano de curso de graduação, previu-se a organização de Cursos
de Especialização, recebendo alunos diretamente após sua diplomação
em Medicina.
Através
de programas integrados, formar-se-iam, pois, especialistas
clínicos ou cirúrgicos capacitados a desenvolver seu trabalho
num setor bem definido da ciência médica, independentemente
do período etário do paciente.
Os
cursos de Especialização compreenderiam um primeiro período
de um ano em que, além de estágio de treinamento geral em serviço,
seriam estudados os diversos órgãos constituintes do sistemas
respectivo (Cardiovascular, Urinário, Endócrino etc.), através
de trabalhos experimentais que enfatizassem não só a sua estrutura
morfológica e o seu funcionamento, mas também as alterações
decorrentes de processos mórbidos específicos. Num segundo período
iniciar-se-ia então o treinamento clínico na especialidade (em
Adultos e Crianças) para os clínicos, e haveria continuação
do treinamento em Cirurgia Geral para o Cirurgião, que só desenvolveria
atividade cirúrgica na especialidade no terceiro ano de curso.
Os
alunos de curso de Especialização poderiam residir no hospital,
ou não, dependendo de interesse do hospital e de sua disponibilidade
de alojamentos.
Os
seguintes cursos de Especialização deverão ser organizados no
período 1969-1970.
Anestesiologia,
Radiologia, Hematologia, Ortopedia, Uronefrologia, Epidemiologia.
3.5.3
Cursos de Mestrado
A
Faculdade de Ciências Médicas previu a organização de cursos
de Mestrado em três ramos básicos: Medicina, Patologia e Saúde
Pública.
Tais
cursos deverão ser organizados visando à formação acadêmica
do Médico, de modo que, além de propiciar a complementação da
formação especializada, deverão ensejar a oportunidade para
discussão de tópicos que ampliem a sua visão dos problemas universitários
e que dêem uma melhor formação pedagógica e científica.
O
curso de Mestrado em Saúde Pública aceitará, como alunos, Médicos,
Engenheiros, Arquitetos, Farmacêuticos, Enfermeiros, Antropologistas,
Sociólogos, etc,. uma vez que se destina a formar os diversos
integrantes da equipe de saúde nos aspectos relacionados à Medicina
Coletiva.
Para
obter o grau de Mestre, o aluno deverá satisfazer às exigências
discriminadas no Regimento Geral da Universidade de Brasília,
no prazo mínimo de 1 (um) ano e máximo de 3 (três), completando
70 (setenta) créditos, dos quais até 50 % poderão ser creditados
em função de cursos obtidos em outras universidades do País
ou do exterior. Ao final do curso deverá ser apresentada Tese
ou Dissertação que revele, além do domínio do tema escolhido,
capacidade de sistematização e análise.
Cada
aluno de Mestrado deverá ter um Professor Orientador, de nível
associado ou titular, responsável não só pela organização da
programação curricular, como também pela orientação do seu trabalho
de Tese ou Dissertação.
3.5.4
Cursos de Doutorado
A
Faculdade de Ciências Médicas organizará um curso de Doutorado
em Ciências da Saúde, destinado aos diversos profissionais que
tenham completado a sua formação em campos definidos do setor
saúde.
Para
obter o grau de Doutor, o candidato deverá satisfazer às exigências
discriminadas no Regimento Geral da Universidade de Brasília,
no prazo mínimo de 2 anos e no máximo de 5 anos.
Os
cursos oferecidos para doutoramento em Ciências da Saúde deverão
ser de âmbito geral, de modo a propiciar ao candidato não mais
uma formação profissional específica, mas sim uma ampliação
do seu horizonte cultural, permitindo uma melhor compreensão
do papel a ser desempenhado pelas Ciências da Saúde dentro do
processo geral de desenvolvimento do País. Nesse sentido dar-se-ão
créditos aos seguintes cursos organizados em 1969 nas diversas
unidades da Universidade de Brasília: Bioengenharia, Biomatemática,
Bioestatística, Introdução à Ciência dos Computadores, Epidemiologia.
Farmacologia Molecular, Microscopia Eletrônica, Pedagogia, Psicologia
Social, Introdução à Ciência do Comportamento, Psicologia Educacional,
Teoria do Aprendizado.
Após
a aprovação do programa apresentado pelo candidato à Congregação
de Carreira, creditar-se-á ao mesmo uma unidade de crédito por
cada 16 horas de atividade acadêmica desenvolvida nos cursos
aceitos, em função do interesse do candidato, de sua especialidade
e treinamento prévio.
Deverá
o candidato completar 70 créditos, em tais cursos, se tiver
Mestrado ou títulos
correspondentes,
e 140, se não tiver o Mestrado. Até 50% dos créditos exigidos
poderão ser obtidos pelo reconhecimento de cursos realizados
fora da Universidade de Brasília. Ao final do curso deverá o
aluno apresentar uma Tese versando sobre pesquisa original realizada
dentro do seu campo específico de trabalho.
CURRICULO MÉDICO
1ªSérie
Horas Créditos
C.S.
001 Bioestatística 120 8
C.S.
002 Biologia Celular e Tecidual 150 10
C.S.
003 Biologia Molecular 180 12
C.S.
004 Genética Geral 90 6
Total/Semestre
540 36
C.S.
005 Embriologia 60 4
C.S.
006 Bioquímica Geral e Metobolismo Intermediário 240 16
C.S.
007 Biofísica Geral 180 12
C.S.
008 Introdução à Antropologia Cultural 60 4
Total/Semestre
540 36
Total/Ano
1.080 72
2ªSérie
Horas Créditos
C.S.
009 Introdução à Psicologia Social 135 9
C.S.
010 Imunologia Geral 105 7
C.S.
011 Parasitologia e Zoologia Médica 105 7
C.S.
012 Microbiologia Geral 105 7
C.S.
013 Introdução à Anatomia Humana 30 2
Total/Semestre
480 32
C.S.
101 Mecanismos de Agressão e Defesa 300 20
C.S.
102 Sistema nervoso, Comportamento e Saúde Mental 300 20
Total/Semestre
600 40
Total/Série
1.080 72
3ªSérie
Horas Créditos
C.S.
103 Sistema Locomotor 150 10
C.S.
104 Sistema Hematopoético 120 8
C.S.
105 Sistema Cardiovascular e Respiratório 270 18
Total/Semestre
540 36
C.S.
106 Sistema Urinário 150 10
C.S.
107 Sistema Gastrintestinal, Metabolismo e Nutrição 210 14
C.S.
108 Sistema Endócrino e Reprodutor 180 12 Total/Semestre 540
36 Total/Série 1.080 72
4ªSérie
Horas Créditos
C.S.
201 Introdução à Medicina de Comunidade 180 12
C.S.
202 Introdução à Medicina Integral 360 24
Total/Semestre
540 36
C.S.
203 Medicina Integral de Adultos I 540 36
Total/Semestre
540 36 Total/Série 1.080 72
5ªSérie
Horas Créditos
C.S.
204 Medicina Integral de Adultos II 540 36
Total/Semestre
540 36
C.S.
205 Assistência Materno-Infantil 210 14
C.S.
206 Medicina Integral de Crianças 330 22
Total/Semestre
540 36 Total/Série 1.080 72
6ªSérie
Horas Créditos
C.S.
301 Medicina Interna 465 31
C.S.
302 Cirurgia Geral 465 31
Total/Semestre
930 62
C.S.
303 Pediatria 465 31
C.S.
304 Obstetrícia 465 31
Total/Semestre
930 62 Total/Série 1.860 72
TOTAL
DO CURSO MÉDICO
1ª
- 5ª série 5.400 360
6ª
série 1.860 124 7.260 484
CICLO
PRÉ-PROFISSIONAL
CS-001
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (GN-1)
Bioestatística
Coordenador
do Programa: Aquiles E. Piedrabuena
Carga
horária por aluno:120
Créditos:
8
Conceitos
estatísticos gerais de aplicação comum. Organização e análise
de dados. Probabilidade elementar, permutações e combinações.
Distribuições. Decisão estatística, testes de hipótese e
significância. Pequenas amostras. Qui-quadrado; testes não
paramétricos e variância; critério de classificação. Princípios
básicos de experimentação.
CS-002
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (MM-1 E MM-2)
Biologia
Celular e Tecidual
Coordenador
do Programa Gilberto L. Santa Rosa
Carga
horária por aluno: 150
Créditos:
10
Estudo
e funcionamento das células, destacando, sobretudo, as relações
morfofuncionais e a organização das populações celulares.
São descritas as funções de estruturas subcelulares e suas
interações, visando a dar ao aluno uma compreensão da célula
como unidade funcional. São estudados os quatro tecidos
animais fundamentais e suas variedades, com ênfase nos princípios
gerais de interdependência tecidual.
CS-003
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
Biologia
Molecular
Coordenador
do Programa: Waldenor B. da Cruz
Carga
horária por aluno: 180
Créditos:
12
O
curso de Biologia Molecular tem por objetivo mostrar ao
aluno a célula como um conjunto de espaços moleculares e
as funções celulares como interações desses espaços, conceituando-se
um espaço molecular como sendo um grupamento de moléculas
com inter-relações definidas. As interações celulares são
estudadas do ponto de vista da transferência de informações
mediadas por moléculas. Numa outra etapa, são estudados
os sistemas regulares das funções celulares.
CS-004
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (GN-1)
Genética
Geral
Coordenador
do Programa: Warton Monteiro
Carga
horária por aluno: 90
Créditos:
6
Herança
e meio. Ácidos nucleicos. Herança monofatorial; alelismo;
Herança independente; Herança quantitativa; interação; determinação
do sexo; Herança citopalsmática.
CS-005
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (MM-3)
Embriologia
Geral Humana
Coordenador
do Programa: Gilberto L. Santa Rosa
Carga
horária por aluno: 60
Créditos:
4
Curso
inicial da embriogênese herança, incluindo um estudo da
fertilização, clivagem nidação e estágios iniciais da placentação.
CS-006
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (BF-2 e BF-3)
Bioquímica
Geral e Metabolismo Intermediário
Coordenador
do Programa: Nelson Maravalhas
Carga
horária por aluno: 240
Créditos:
16
Estudos
das principais funções da química orgânica. Mecanismos de
reações. Glicídios; lipídios; aminoácidos e proteínas; ácidos
nucleicos. Pigmentos. Esteróides. Enzimas; cinética das
reações enzimáticas. Metabolismo intermediário, metabolismo
dos glicídios, lipídeos e proteínas. Regulação metabólica.
CS-007
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (BF-1)
Biofísica
Geral
Coordenador
do Programa: Aurélio A. C. Oliveira e Nelson Maravalhas
Carga
horária por aluno: 180
Créditos:
12
Ligações
químicas e interações físicas; Dissociação eletrolítica,
PH. Sistemas tampões. Propriedades coligativas das soluções;
diálise, osmose; fenômeno de Donan. Importância biológica
da água. Membranas; transporte ativo e passivo. Potenciais
celulares. Bioletrogênese. Utilização biológica da energia;
mecanismo de troca de calor; calorimetria direta e indireta;
metabolismo de base. Efeitos biológicos das radiações ionizantes.
CS-008
INSTITUTO CENTRAL DE CIÊNCIAS HUMANAS
Introdução
à Antropologia Cultural
Coordenador
do Programa: Roque Laraia
Carga
horária por aluno: 60
Créditos:
4
Objetivos
da antropologia; sua posição entre as ciências. O conceito
de cultura. Teorias biológicas e culturais da evolução humana.
Teorias deterministas do desenvolvimento cultural: determinismo
geográfico e racial. Difusão da cultura. Temas significativos
para a antropologia: relativismo, racismo e etnocentrismo.
Padrões culturais. O problema do incesto. O conceito social
do parentesco. Fatores de desorganização social: sexo e
idade. Organização do grupo doméstico e personalidade. Sistemas
de crenças primitivas: tabus, magia. Antropologia aplicada.
CS-009
INSTITUTO CENTRAL DE PSICOLOGIA
Introdução
à Psicologia Social
Coordenador
do Programa: Robert N. Berryman
Carga
horária por aluno: 135
Créditos:
9
Fundamentos
de Psicologia; ciência e Psicologia. Psicologia Social.
Psicologia Contemporânea. Percepção. Condicionamento. Gradiente
de generalização. Linha-base. Tabela de contingência. Esquemas
de reforço. Comportamento de fuga e de esquiva. Aprendizagem
com e sem erro. Principais questões e critérios em Psicologia
Social. Percepção e julgamento de eventos sociais. O significado
social das atitudes. A interação social. O indivíduo no
grupo. Resolução de uma situação interpessoal de desequilíbrio.
Fontes de tendenciosidade cognitiva nas relações interpessoais.
CS-010
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (PT-3)
Imunologia
Geral
Coordenador
do Programa: Gilberto de Freitas
Carga
horária por aluno: 105
Créditos:
7
Características
fundamentais dos fenômenos imunológicos. Anticorpos: constituição,
determinismo e mecanismo de formação. Antígenos e antigenicidade;
composição química. Reação antígeno-anticorpo; aspectos
quantitativos. Especificidade imunológica. Fenômenos imunológicos
na defesa às agressões e na patogenia.
CS-011
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (ZL-1)
Parasitologia
e Zoologia Médica
Coordenador
do Programa: W. Lobato Paraense
Carga
horária por aluno: 105
Créditos:
7
Estudos
dos animais parasitas ou agressores do homem, enfatizando,
sobretudo, a sua morfologia, o estudo dos hospedeiros, ciclos
evolutivos e biologia do parasita.
CS-012
INSTITUTO CENTRAL DE BIOLOGIA (PT-1)
Microbiologia
Geral
Coordenador
do Programa: Hugo C. Mundim
Carga
horária por aluno: 105
Créditos:
7
Morfologia,
bioquímica e fisiologia dos microorganismos. Atividades
biosintéticas e sua importância prática. Relações dos microorganismos
com outros seres vivos.
CS-013
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
Introdução
à Anatomia Humana
Coordenador
do Programa: Hellio B. Ferreira
Carga
horária por aluno: 30
Créditos:
2
Curso
de Anatomia Humana in vivo, compreendendo três partes:
anatomia de superfície, vivissecção e introdução à anatomia
radiológica. As aulas de anatomia de superfície familiarizam
o aluno com o corpo humana, por inspeção, palpação e percussão.
Através de vivissecção, mostra-se os diversos planos constituintes
do corpo de um animal, os órgãos em funcionamento e as alterações
que se processam após a morte. Aulas de introdução à anatomia
radiológica dão uma idéia rápida da possibilidade de exploração
dos órgãos em profundidade, contrastes radiológicos naturais
e o emprego de contrastes artificiais.
CICLO
DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL BÁSICA
CS-101
mecanismo de Agressão e Defesa
Coordenador
do Programa: João B. M. Janini
Carga
horária por aluno: 300
Créditos:
20
O
curso de Mecanismos de Agressão e Defesa estuda os processos
envolvidos num fenômeno mórbido, utilizando modelos experimentais
de agressão por agentes biológicos, físicos, químicos e
psicológicos. Procura mostrar a importância da interação
agente-hospedeiro-ambiente na produção de um estímulo mórbido
eficaz, da resposta do organismo a este estímulo, através
de modificações bioquímicas, funcionais e estruturais, caracterizando
o fenômeno reação, que pode impedir a evolução do processo
mórbido, ou não. Discute-se, concomitantemente, as medidas
de prevenção, que deverão ser tomadas para impedir a evolução
do processo mórbido (tratamento) ou a interação agente-hospedeiro-meio
(promoção e proteção da saúde e saneamento ambiental) ou
a reabilitação funcional.
CS-102
Sistema Nervoso, Comportamento e Saúde Mental
Coordenador
do Programa: Paulo Espírito Santo Saraiva
Carga
horária por aluno: 300
Créditos:
20
Partindo
dos conceitos básicos relativos à Morfologia e Embriogênese
do Sistema Nervoso, passa-se gradualmente à abordagem da
neurofisiologia e neuropatologia, permitindo, assim, que
no final do curso sejam tais conhecimentos aplicados no
estudo das principais síndromes clínicas relacionadas com
o Sistema Nervoso.
Um
estudo básico sobre a teoria do aprendizado e sobre o comportamento
e seus distúrbios permite o desenvolvimento de uma série
de seminários sobre saúde mental.
CS-103
Sistema Locomotor
Coordenador
do Programa: Odílio Luiz Silva
Carga
horária por aluno: 150
Créditos:
10
O
ensino integrado do Sistema Locomotor permite uma compreensão
plena do seu relacionamento morfofuncional.
Ressalta-se
o estudo da anatomia, histologia, bioquímica e fisiologia
do aparelho ósteo-artro-mioligamentar, bem como dos vasos
e nervos relacionados ao Sistema Locomotor, com prática
em dissecção, exames radiográficos e de histopatologia,
permitindo um conhecimento espacial e funcional desse sistema.
Com esses conhecimentos, completam-se os estudos de patologia
e dos meios semióticos habituais, onde são discutidos os
diversos processos que repercutem de modo sistêmico, funcional
e orgânico no aparelho locomotor.
CS-104
Sistema hematopoético
Coordenador
do Programa: Fernando A. Alves dos Santos
Carga
horária por aluno: 120
Créditos:
8
A
abordagem multidisciplinar do Sistema hematopoético permite
uma compreensão adequada da função do sangue, das alterações
decorrentes dos diversos tipos de agressão orgânica e das
suas próprias doenças. Ênfase especial é dada à exploração
laboratorial do sistema, ressaltando-se sobretudo os aspectos
normais e a importância de seu estudo nas síndromes nutricionais
e nas doenças parasitárias, além da discussão de suas doenças
e respectivos tratamentos.
CS-105
Sistemas Cardiovascular e Respiratório
Coordenador
do Programa: Jacques Bulcão e Paulo Tavares
Carga
horária por aluno: 270
Créditos:
18
O
bloco didático dos Sistemas Cardiovascular e Respiratório
está programado com o objetivo de fornecer aos alunos os
conhecimentos básicos sobre esses sistemas, tendo em vista
a ulterior aplicação dessas informações no ciclo clínico.
Nesse sentido, além dos conhecimentos essenciais de morfologia,
fisiologia, patologia, farmacologia, radiologia e eletrocardiografia,
procura-se dar ênfase aos ensinamentos de fisiopatologia.
O
curso é desenvolvido através de aulas práticas e seminários,
onde se procura obter a maior participação possível dos
alunos. Com o intuito de obter maior uniformidade de aprendizado,
seminários de revisão são organizados no transcorre do curso.
O estudo do Aparelho Respiratório é feito tão integrado
quanto possível com o do Sistema Cardiovascular, tendo em
vista as íntimas conexões entre a fisiologia desses dois
sistemas.
CS-106
Sistema Urinário
Coordenador
do Programa: Antero Coelho Neto
Carga
horária por aluno: 150
Créditos:
10