Cola eletrônica    


A polícia descobriu uma quadrilha que frauda o vestibular em vários estados. No fim de semana, dez pessoas foram presas, em Manaus, usando a cola eletrônica no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas.

21/07/2003

Eles são estudantes brasileiros que cursam medicina na Bolívia. Vieram à Manaus prestar vestibular e tentar transferir a faculdade para o Brasil. Foram presos por estelionato e formação de quadrilha junto com outros dois homens.

Jorge Nascimento Dutra e Rosirley Lobo montaram um esquema de cola eletrônica. A mulher de Jorge, Ioana Rusei, que passou em um vestibular no Espírito Santo, estava sendo investigada pela polícia. Todos os candidatos foram obrigados a tirar impressão digital Jorge e a mulher são suspeitos de fraudar outros concursos.

"Faz mais de dez anos que a gente procura. A polícia do Espírito Santo estava atrás deste elemento. Mas nós conseguimos, através de prova, buscá-lo e prendê-lo, conta Michel Jourdan, coordenador da comissão do vestibular da UEA.

A quadrilha usava um sistema de transmissão de dados através de Pager. Eles montaram uma base de transmissão em um quarto de hotel. Usavam um rádio de baixa freqüência com capacidade para emitir dados até uma distância de 40 quilômetros. Os candidatos recebiam informações dentro das salas do vestibular através de aparelhos adaptados pela quadrilha.

Os receptores de informações foram adaptados pela quadrilha em relógios comuns. Dentro, eles instalaram um chip eletrônico. No lugar do candidato ver a hora, ele recebia s resultado das provas através de código.

Uma das candidatas presas em Manaus tinha no dedo um trasmissor. Ela é acusada de passar as respostas certas para a central de transmissão. Cada candidato pagou de R$ 15 mil a R$ 25 mil para participar da cola eletrônica. Agora, podem pegar até oito anos de prisão.