Caro professor, boa noite,

    Fui criada pelo meu pai, militar viúvo, pois minha mãe morreu no meu parto, ao fim de uma gestação muito atribulada, com muitos sangramentos. Papai era muito dedicado e muito severo. Vigiava minhas amizades e era muito cuidadoso com os estudos. Morávamos ora numa cidadezinha, ora em outra, sempre nas vilas dos oficiais.
    Quando meu pai foi transferido para o Rio, eu já tinha quinze anos, e meu pai apaixonou-se por uma professora, que tinha um filho de onze anos  e cujo marido não queria dar-lhe o divórcio. Fomos morar todos na mesma casa. Meu pai saia para o quartel, a mulher dele para a escola e, como estudávamos de tarde eu ficava todas as manhãs à sós com o Francisco. Resolveram então que eu deveria ajudar o Francisco nos estudos...
    Comecei achando graça quando notava que, ao me ver de camisola, semi-transparente, o pauzinho do Francisco ficava tão durinho que parecia querer furar o pijama. Aquilo me fazia bem, excitava-me e minha xoxota ficava toda molhadinha... Debruçava-me sobre o caderno dele de modo a que meus peitinhos pulassem da camisola. Tomava banho com a porta entreaberta e fantasiava que ele tentava me estuprar. Eu era bem mais forte mas fingia uma reação muito discreta. Vou fazer aqui um parêntesis.
    Quando meu pai servia na sua cidade natal, eu tinha onze anos e muita dificuldade em matemática. Já tinha peitinhos, pelinhos pubianos,menstruava,  e tinha muita tesão...Ao invés de resolver problemas da escola perdia-me em fantasias e masturbava-me para valer. Chegava a desfalecer em meus orgasmos solitários. Minhas notas não podiam ser piores. Papai descobriu no clube o seu antigo professor de matemática que, já aposentado, dava aulas particulares numa casa próxima a nossa. O professor Antonio era um velho de setenta anos, viúvo, esportista, jogador de tênis e nadador. Um pedaço de homem!!! Meus colegas não entravam nas minhas fantasias masturbatórias mas ele passou a ser freqüentador assíduo de minhas fantasias noturnas. Muito corado de sol, ficou mais vermelho ainda no dia em que lhe disse que a matemática de que eu precisava era que me ensinasse a fazer 69...Desconversou, mas eu estava tarada para provar a boca daquele homem mais velho. Sentir aquele corpaço atlético em cima de mim. Não vá achar graça... mas eu queria saber como era ficar com alguém que usasse dentadura. Meus ficantes tinham aparelho, quase todos, o aparelho machucava a língua, mas a dentadura devia ser lisinha... Foi assim que, num dia, agarrei o Antonio e sentei-lhe um beijo de língua... Tentou afastar-me, disse que fora professor de meu pai, tinha idade para ser meu avô e outras besteiras... Mas eu estava certa de que ele tinha gostado. Desde então passou a evitar ficar a sós comigo e botou outra menina no horário. Mas quando me olhava, comia-me com os olhos. Guerreei todas... nenhuma ficava mais de três aulas, até que veio a Sandrinha... 
--Angélica, disse a Sandrinha, você está me guerreando porque morre de tesão pelo Antonio, mas eu também quero ele tanto quanto você... é um homão e dá para as duas...Está louco para ir para a cama conosco. Deve estar imaginando como será comer dois cabacinhos numa mesma tarde... Não sei se dá conta de um, quanto mais de dois. Vamos tirar a roupa juntas e ver o que acontece?
    Repeli a idéia, até o dia em que a Sandrinha agarrou o Antonio na minha frente e sentou-lhe um beijo de língua. Não agüentei, olhei para ver se ficara de pau duro... e não é que estava, aos setenta anos, com um senhor cacete!. Baixei o zíper, puxei aquela coisa toda para fora e chupei, como se chupa um picolé. Ele desistiu de lutar  e inundou minha boca com seu creminho de macho enquanto a Sandrinha dava a perereca dela para ele chupar. As aulas passaram para a cama dele e para o chuveiro. Só não havia jeito de fazer com que comesse nossas bundinhas ou encostasse a pontinha nas nossas xotas... mas ele nos lambia todinhas e nos revezávamos no pau dele, enquanto isso. Sandrinha me chamava de tesuda gostosa e chegou a tentar um relacionamento homossexual, que repeli, com forte apoio do nosso mestre. Recusava-se a nos comer, porque dizia que tinha princípios e não era pedófilo. Relacionava-se com as duas mas não aceitava, de modo algum, homossexualismo.Chorei muito quando tive que mudar de cidade, ah se meu pai soubesse porque...Terminado o parêntesis, vamos ao caso que interessa.
    Olhando o pauzinho do Francisco, lembrava-me do pauzão do Antonio. A matemática era o elo para a associação de idéias. Passara um ano gozando com a língua do Antonio, com a "cola Polar" dele escorrendo de meus lábios e, durante três anos depois que mudamos de cidade, chupando o dedo, com o qual gozava nas minhas masturbações. Continuava tão virgem como quando nasci, só porque o Antonio não quisera sentir-se pedófilo... mas eu queria saber como seria a sensação de ser penetrada, não por um dedo e sim por um pau...mas os garotos de minha idade não tem atrativos... fiquei com alguns nas festinhas do  Círculo Militar mas é sem graça...além disso os milicos contam tudo uns para os outros... meu pai acabaria sabendo... Insinuei-me para uns paisanos, amigos de meu tio, na capital, mas eles... nem aí...
    Numa manhã estava com um fogo danado. Tomei um banho, de porta semi encostada, masturbei-me, gozei,  mas não me satisfiz. Botei uma camisola rosa em cima do corpo sentei no sofá, recostada e com os pés em cima do assento. Afastei os joelhos e os olhos do Francisco brilharam. Ali estava o pauzinho do Francisco, durinho, e uma gotinha no pijama denunciava que o pinto chorava pela minha pererequinha... Agarrei a oportunidade e enfiei-o na minha boca...chupei como uma putinha. Antonio era muito mais virgem que eu... acho que assustou-se ao ver a cabeludinha... acho até que ficou com medo do meu grelo. quando deitei por cima dele e encostei minha xota na sua boca relutou, chupou, gostou. Era lento para aprender aritmética mas tornou-se, rapidamente exímio em 69. Por cima, por baixo, nas mais variadas posições. Dias depois, confessou-me que não sabia da existência daquela coisa, como chamava o grelinho. Realmente, meu grelo é bem grandinho. A cabecinha dele [ não sei se também se chama glande] é mais ou menos a metade da glande do Francisco.
    Dei minha bundinha ao Francisco sem quaisquer problemas. Nunca tinha pensado em dá-la ao Antônio. O pau dele tinha uns quatro ou cinco centímetros de diâmetro, metia medo e, além disso, nunca pediu. Não esperei que Francisco  pedisse. A primeira foi no chuveiro. Estávamos cobertos de espuma de sabonete. Fui me chegando...chegando e cráu...Francisco adorou e eu mais ainda... gozei muito e não senti nada daquela dor que algumas amigas dizem que sentem na bundinha. Foi ótimo...Medi o pinto dele e tive a certeza que é do diâmetro do cabo de uma escova [2 cm] que uso na masturbação e que não machuca meu cabaço. A glande é macia, tem a consistência do meu dedão. Não doi antes, durante, nem depois. Experimentamos diversas posições, em todos os cômodos da casa. Foi assim que ontem, após quase um ano de 69 e bundinha, me decidi; deitei o bichinho na cama, de pau durinho, sentei em cima dele e penetrei todo aquele pauzinho na minha xota. Quando vi que ele ia gozar pulei fora. Olhei no espelhinho e o cabacinho está perfeitinho!
    Hoje estou cheia de dúvidas cujas respostas gostaria de receber ainda hoje, para que possa ser novamente feliz amanhã com o Homem da minha vida. Por favor, não venha com papo de moralista.

1- O sêmen dele ainda é ralinho. Está com doze anos. Será que já faz filho?
2- Existe camisinha para pau pequeno? E camisinha feminina pra virgem, é possível?
3- Eu sou pedófila? dá cadeia?
4- Até que diâmetro o pau dele pode crescer e eu continuar virgem?
5- Meu grelo é grande porque me masturbo ou porque fui muito chupada [+- quatro anos]
6- Me disseram que tem uma pílula de emergência para o caso da menstruação atrasar. É verdade?
7- Se meu pai me levar ao HCE, para tratar de uma doença qualquer, vai ficar todo mundo sabendo que dou a bundinha? e será que meu cabacinho fica com alguma marca?
8- Uma amiga disse que velho não tira cabaço, a não ser que tome Viagra. É verdade?
9- Se meu pai vier a casar com a mãe do Francisco poderemos ser presos por relações incestuosas?
10- Às vezes me sinto um tanto culpada por ser tão tesuda. Sou anormal? Ninfomaníaca? Pedófila? Devo procurar um psiquiatra?
    Tenho a certeza que minhas experiências não são únicas. Muitas meninas devem ter passado por algumas dessas experiências e ficam enrustidas. Eu não me arrependo de nada... Gostei e quero mais. Minhas dúvidas também devem ser de muitas outras meninas e acho que nossa sociedade já deve estar madura para discutir essas coisas. Se troquei os nomes das pessoas, disfarcei alguns pormenores sem importância, não foi para me esconder. Apenas protejo os demais envolvidos porque, caso o senhor tenha interesse e coragem, gostaria de ver minha carta publicada e discutida no seu site. 
Aguardo ansiosa a sua resposta
Beijos
Angélica

 

Angélica

    Normalidade é um conceito um tanto dúbio. Costuma-se, em medicina, ter como normal o que é freqüente, mas, sociologicamente falando, poder-se-ia tomar como anormal aquilo que não seja socialmente aceito. A franqueza com a qual você descreve suas experiências e sensações poderia levar a, desavisadamente, rotular seu comportamento de amoral, mas as perguntas que envia mostram que você reconhece a reprovação social de seu procedimento. À luz da Psiquiatria você não é ninfomaníaca. Seus desejos sexuais tem razões estritamente hormonais e não devem lhe trazer nenhuma culpa. A hipertrofia do clitóris, que você julga exibir, deve-se aos níveis de hormônio androgênico e. possivelmente, remontam a antes de seu nascimento. É muito comum observa-la em meninas cujas mães fizeram uso de progesterona durante a gravidez. A progesterona é metabolizada nos tecidos fetais dando origem a androgênios. Experimentos em ratas e cadelas mostram hipertrofia do clitóris e até exacerbação do apetite sexual quando as crias ficam adultas.
    Sua história de vida reflete uma grande carência afetiva e parece que seu pai não conseguiu que a figura materna deixasse de lhe faltar. Fiquei com a impressão de que o professor preenchia, ao menos parcialmente suas carências mas que seu "discípulo" é tratado como se fosse um brinquedo sexual, ainda que você se refira como o Homem de sua vida. Felizmente você narra todo o acontecido sem se estar  torturando por uma culpa inexistente. Isso é muito bom para sua saúde mental. Parece reconhecer que foi levada por uma seqüência de circunstâncias, das quais seu pai foi o agente inconsciente ao afastá-la dos de sua idade...
    Exercitou as armas femininas da sedução fora de sua faixa etária, fracassou algumas vezes e foi bem sucedida em duas, ambas não socialmente aceitas. Ainda bem que não sou psicanalista freudiano...
    Não me considero habilitado para julgar o relato com relação à pedofilia. Radicalmente falando, há a uma pedofilia do professor com relação à você e sua amiga e outra sua com o seu jovem parceiro. Entretanto, pelo relato, o professor foi seduzido pelas meninas o que, sem dúvida, atenua sua culpa perante a sociedade. Já o mesmo não diria quanto à Justiça. No meu entender, se você e sua amiga resolvessem, mesmo agora, denunciar o professor, ele iria passar na cadeia o resto de seus dias. O relacionamento sexual, mesmo que oral, entre um homem de 70 e uma menina de 11 configura estupro presumido.Quanto a você, não sendo adulta e penalmente capaz, não pode ser imputada por seu comportamento pedófilo. O fato de ser inimputável não torna seu comportamento socialmente aceito. Falar em homem de sua vida é um tanto perigoso. Como ficará o ambiente familiar quando forem descobertos? Como ficarão vocês, se essa atração sexual vier a se voltar para outras pessoas e terminar o relacionamento? Não estou analisando valores morais, mas tão somente os parâmetros da vida em sociedade. Afinal vocês não vivem sozinhos numa cabana nas montanhas ou às margens da lagoa Azul.
    O risco de gravidez é real. O coito interrompido, como praticaram ontem pode resultar em gravidez. essa gotinha, ou lágrima como você descreveu, antecede a ejaculação mas pode conter um número de espermatozóides suficientes para que um deles fecunde um óvulo. Não há fabricação, nem importação, no Brasil, de camisinhas compatíveis com um diâmetro peniano de 2,5 cm, mas isso não é impedimento. As existentes no mercado ficam um tanto folgadas mas um elástico ou uma fita adesiva (Durex) pode ser usada para fazer uma prega próxima a base do pênis de modo a forçar um ajustamento, de forma a que não venha a escapar nos movimentos de vai e vem. Quanto à camisinha feminina o seu diâmetro e semi-rigidez são  incompatíveis com a integridade himenial. Uma gravidez, no caso de vocês, estouraria como uma bomba na família!
    São muitas as vezes em que você se qualifica como "virgem". Pare um pouco para pensar; o seu conceito de virgindade se aplica a uma mulher, ainda que muito jovem e legalmente incapaz, que já seduziu um senhor idoso e um garoto, levando-os a práticas sexuais? Não veja censura no verbo seduzir. A virgindade está na integridade de uma delgada membrana que restou no processo de canalização da vagina? A virgindade reside na ausência de penetração ou de experiência sexual? A virgindade está na ausência de sangramento no ato sexual? A virgindade só se desfaz pelo defloramento? Positivamente, não! Um médico legista poderá verificar se há um hímen íntegro, mas só a mulher sabe se é ou não virgem e, na verdade, só a ela isso poderia interessar. Com a continuidade desse comportamento, o pênis de seu parceiro tornar-se-á dia a dia mais calibroso, seu hímen vai se distendendo até desaparecer, sem qualquer sangramento ou sensação dolorosa. Será que você continuará a se considerar virgem?. O médico que lhe examinar não irá buscar no seu ânus algum sinal de dilatação forçada, e, se buscar não encontrará. Além disso, mesmo que você lhe relate seu caso, não irá divulga-lo. Confie na ética médica.
    O pênis com a idade sofre alteração nos seus ligamentos. Aos 16 anos fica ereto formando um ângulo de cerca de 120 graus com o corpo, aos 40 anos esse ângulo está em torno de 90 graus (ângulo reto) e depois dos 70 fica em torno de 60-70 graus. Essa mudança de ângulo não atrapalha em nada. Com a idade as ereções se tornam menos freqüentes e menos duradouras, mas o que tem de velhos pedófilos por aí, buscando hímens para "inaugurar" não tem conta. No nosso nordeste feudal, então... Está cheio e é tolerado! Não é só aqui, no Japão há um costume o "enzo kosai", culturalmente aceito lá, pelo qual as meninas pobres da periferia trocam a "virgindade" por somas em dinheiro e ensinamentos, que os velhos lhes dão. A Lei proíbe, a sociedade aceita. Há quem justifique, lá, que as meninas buscam os ensinamentos milenares que os velhos aprendiam com as gueixas e que as gerações do pós-guerra substituíram pelas práticas sexuais empobrecidas que aprendem nos filmes americanos. O Viagra e outros medicamentos semelhantes melhoram a vascularização do pênis, modificam o limiar de excitação e permitem ereções repetidas, que seriam difíceis na idade avançada. Em algumas tribos primitivas cabe aos mais velhos a tarefa de defloramento das jovens. A experiência dos mais velhos é mais valiosa, para a ruptura himenial prazerosa, que o açodamento juvenil.
    A designação de incesto não se aplica a vocês, posto que são filhos de pais e mães diferentes.
    A pílula anticoncepcional de emergência, também chamada pílula do dia seguinte, deve ser tomada até 48 horas após o coito desprotegido, para evitar a fecundação. A medicação usada no "atraso menstrual" não é segura e deve ser receitada por médico, em casos muito especiais.
    Já pensou como seria bem mais simples a sua vida, caso procurasse se relacionar com parceiros de sua faixa etária, em comportamentos típicos de seu grupo social? Quem sabe se os padrões morais existem para facilitar a vida em sociedade e por isso divergem de grupo para grupo?
    

Um abraço fraterno

Prof. Santa Rosa

Veja aqui o depoimento da Maria Clara