Prezado professor;

O caso da Angélica me encoraja a publicar o meu, inverso sobre certo aspecto, mas bastante semelhante nos aspectos mais controversos sobre pedofilia.
    Nasci menina pobre, do interior de Santa Catarina, e vim muito menina, com 13 anos, acompanhar minha irmã mais velha que era empregada numa loja em Floripa. A irmã da patroa dela, era casada com um rapaz que era um gato e tinha um garoto de 6 anos de idade. Como o casal veio para o Rio acabei vindo como babá do Justus. Morávamos com o pai do gato, um velho não menos gato, mas com mais de 60 anos. Lucy Anne trabalhava o dia inteiro na loja que atualmente gerencio. Eu cuidava da casa e do Justus, dava banho nele, ajudava nos deveres, dava os remédios do velho, cozinhava, lavava e. de tarde, quando o gato voltava para casa eu ia para a escola. Acho que está dando para ver os sentimentos desta menina aqui pelo pai do Justus. Só que ele não me dava a mínima e eu dava banho no filho, pensando no pai... Sabe como é...
    Com sete para oito anos e eu quinze, Justus abriu a porta enquanto eu tomava banho, para me ver pelada. Instintivamente, cobri-me com a toalha, mas não é que o danadinho puxou a toalha e meteu a mão na minha xaninha? Não fiquei com raiva, fiquei espantada e perguntei: Quer beijar? Parece que não entendeu e me deu um selinho na boca. Puxei ele para a cama, meti a cabeça dele entre minhas pernas e fiz beijar minha xana. Mandei que enfiasse a língua o que ele fez muito desajeitado. Abri os lábios arreganhei a bichinha e ensinei-o a lamber, mordiscar meu grelo e receber meu gozo quente na sua boca. Virou um vício gostoso para nós, não passava um dia sem que a principio só ele chupasse e depois que fizessemos 69 embora do pau dele ainda não saisse nada. Diferentemente do que ocorreu com a Angélica, não fui eu que busquei o pau dele. Foi ele que deu um ultimato que não me chuparia mais se eu não deixa-se que metesse em mim. Ainda ofereci a bundinha mas ele não aceitou a troca. Queria a xaninha e insistia: só na buceta, só na buceta. Assim foi. O primeiro homem a me comer foi um menino de 8 anos que nem porra tinha! Mas foi gostoso, até que um dia...
    Ele já tinha 10 anos e eu 17. Estávamos no rola-rola e o avô, que era advogado criminalista aposentado volta mais cedo pra casa e nos pega no flagrante. Grita com o garoto, tranca ele no quarto e me chama para o quarto dele para uma conversinha. Me chama de pedófila, de estrupadora do neto dele e ameaça entregar-me ao Juizado, dizendo que ficaria 4 anos num reformatório e depois mais 16 numa penitenciária. Atirei-me na cama e desatei a chorar. Eu estava embrulhada numa toalha e não sabia se enxugava as lágrimas ou escondia os seios. O velho começou a me acariciar e, para minha surpresa, ficou de pau duro. Deitou sobre mim e senti aquilo, grande, grosso, duro e quente nas minhas coxas. Abre as pernas vagabunda, vais conhecer o que é homem... Não houve nenhum preparo. O molhadinho do rala e rola com o Justus já tinha secado e aquela coisa grossa foi me rasgando e afundando toda dentro de mim numa estocada firme. No princípio foi uma sensação horrível de dor, sangue quente correndo para minha bunda, como se o mundo fosse acabar. O velho continuava bombeando, tirando e botando, pesando em cima de mim. Era horrível, mas eu me excitava. Comecei a gozar e só então gritei. Não gritei de dor, mas gritei de gozo. Por um instante pensei que ele fosse gozar e tudo terminasse, mas não... Os velhos aprenderam a prender o gozo e ele comandava: goza outra vez filha da puta. E a filha da puta gozou quatro vezes... No fim ele gozou e caiu exausto... O relógio marcou 45 minutos de transa. No lençol uma mancha de sangue que foi justificada porque o velho costumava perder sangue pelo nariz E dizem que cabaço só dá uma gotinha...
    Depois dessa, veio o merecido silêncio de todas as partes e passei mais dois anos combinando afazeres domésticos, trabalhos escolares o Justus, que comia a sua queridinha e o avô, que comia a vagabunda. Aposto hoje que um sabia do outro e fingia ignorar. Eu tenho que confessar que o velho transava muito melhor. Caprichava nas preliminares, lambuzava-me com mel, chocolate, chupava-me todinha...O Justus dava três ou quatro em seguida, o pau dele apontava para cima, mas não era tão gostoso. Até aprendi a gostar de ouvir: goza minha putinha..Adorei quando me pagaram para massagear e dar banho no velho. Quando o velho morreu, de uma parada cardíaca num ponto de ônibus minha patroa levou-me para ser caixa na loja.
    E o gato? Perguntará o professor.  Continuou me ignorando, mas, no meio dessa história, se mandou com uma mulatinha de 18 anos. Acho que não gostava mesmo de louras.
    Procurei narrar as coisas com bom humor, mas vivo angustiada. Quase todos os dias vejo o Justus, mulher e filhos e escuto o velho gritando: pedófila, vagabunda, filha da puta. Afasto a visão imaginando-me devolvendo: velho pedófilo, chantagista, estuprador, filho da puta.
    A atitude da Angélica deu-me forças para mandar meu depoimento. Não que queira conselhos ou lições de moral mas para que vejam que as coisas não são simples. Pelo que o senhor escreveu eu estava enganada ao pensar até então que o velho me tirara a virgindade. Na verdade, nem sei se o Justus a tirou ou se fui eu que dei minha virgindade para ele. Não tem a mínima importância. O fato de escutar o velho gritando, não poder sentir o peso de um homem em cima de mim, adorar transar com senhores de idade, são marcas que ficaram mas não me sinto nem pedófila nem vagabunda. Sou uma mulher de sexualidade normal que vivenciou determinadas oportunidades.
    Sou capaz de apostar que muitas meninas viveram isso mas, como não tem coragem de contar, mantém o rótulo de marginal a essa situação. Tudo pela absolvição da pedofilia feminina!!! Fui estuprada pela legislação!!!
beijos

Maria Clara